A HIPOCRISIA DOS “ISENTÕES” E O TEATRO DAS TESOURAS TOGADAS: Jesus Cristo Aplaudiria Alexandre de Moraes?
“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidade; para privarem da justiça os necessitados…” (Isaías 10:1-2)
Deus não é apenas amor; Ele é Justiça (Tzedakah) e Direito (Mishpat). A teologia bíblica nos ensina que Deus odeia a injustiça não por capricho, mas porque ela é uma afronta direta à Sua natureza. A injustiça desfigura a Imago Dei (Imagem de Deus) no homem.
Hoje, no Brasil, assistimos a uma institucionalização da injustiça promovida pelo Supremo Tribunal Federal, personificada nas ações do Ministro Alexandre de Moraes. Contudo, o que mais fere o coração de Deus talvez não seja a maldade do tirano, mas o silêncio dos seus filhos.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé.” (Mateus 23:23)
Vivemos dias em que a covardia foi rebatizada de “prudência” e a cumplicidade de “sabedoria”. Diante do Apartheid Jurídico que segregou conservadores e cristãos no Brasil de 2025, o silêncio de grande parte da Igreja não é apenas um erro estratégico; é um pecado grave de omissão.
O Teatro Macabro: “Dê-me um homem e eu lhe mostro o crime”
Ao nos debruçarmos sobre os autos, regimentos e a Constituição, fica claro: o que assistimos em Brasília não é Justiça, é um Teatro de Aparências. A existência de advogados, becas, sessões plenárias e votos longos serve apenas para dar um verniz de legalidade a sentenças já definidas nos gabinetes. O rito processual é uma liturgia fúnebre onde a defesa é figurativa. Aplica-se a máxima stalinista de Lavrentiy Beria: “Dê-me um homem e eu lhe mostrarei o crime”. O julgamento começa de trás para frente: primeiro escolhe-se o alvo (o bolsonarista), depois busca-se o artigo de lei (ou cria-se, como na “Autoria Coletiva”) para justificar a execução.
O Exemplo de Filipe Martins: O próprio Ministro Alexandre de Moraes reconheceu haver dúvidas sobre a ida de Filipe Martins aos EUA. Pela lei de Deus e dos homens (In Dubio Pro Reo), a dúvida absolve. Mas no “Direito Penal do Inimigo”, a dúvida condena. 21 anos de prisão foram decretados não pela certeza do fato, mas pela certeza do alvo.
A Geopolítica da Conveniência (Lei Magnitsky)
A recente retirada de Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky pelos EUA não foi uma absolvição moral. Foi um ato de Realpolitik. O governo americano citou “interesses diplomáticos”, mas não refutou as provas de violação de direitos humanos. O Ministro não foi inocentado; foi salvo por um acordo de bastidores. E muitos cristãos aplaudem isso como “vitória da democracia”, ignorando que a verdade foi sacrificada no altar da conveniência.
A Abominação da Balança Enganosa (Provérbios 11:1)
Observo com horror a aplicação de “dois pesos e duas medidas”. A Bíblia declara em Provérbios 17:15: “O que justifica o ímpio e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro.”
Vivemos exatamente este cenário. Vimos a anulação de processos de corruptos confessos, a soltura de traficantes e assassinos sob a alegação de “garantismo penal”. Simultaneamente, vemos avós, mães de família e cidadãos comuns — pejorativamente rotulados de “Bolsonaristas” — sendo condenados a 14, 17 anos de prisão por crimes multitudinários, sem individualização de conduta.
Para o cristão, isso não é apenas um “erro jurídico”; é uma abominação espiritual. Quando o Estado usa a espada para ferir o inocente (ou punir desproporcionalmente o pecador) e proteger o perverso, ele se distorce Romanos 13 e torna-se uma “Besta” (Apocalipse 13), agindo contra a ordem divina.
A Parábola do Bom Samaritano: Uma Atualização Trágica
Jesus, em Lucas 10, nos conta a parábola do homem que descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de salteadores. Ele foi espancado, roubado e deixado meio morto.
Hoje, o “homem caído” à beira do caminho é o conservador, o patriota, o “bolsonarista”. Exagero? Acredite: alguns irão ler isso com cara de nojo.
- Ele foi espancado pelo Estado (prisões arbitrárias, tortura psicológica).
- Ele foi roubado (bloqueio de contas, multas impagáveis, confisco de bens de esposas e filhos).
- Ele foi deixado meio morto (morte civil, cancelamento, exílio).
E o que vemos passar pela estrada?
O Sacerdote e o Levita (A Igreja Omissa)
Muitos líderes cristãos, pastores influentes e cantores gospel estão agindo como o sacerdote e o levita da parábola. Eles veem a injustiça, veem o irmão caído, mas “passam de largo”. Por que?
- Medo: Temem perder suas redes sociais, seu status ou sofrer represálias do Ministro Alexandre de Moraes.
- Isentismo Farisaico: Dizem: “Eu não me envolvo com política”, ou “Ele colheu o que plantou”.
- Conveniência: Preferem manter a boa convivência com o sistema para garantir seus templos, isenções ou em tempos de redes sociais, garantir o seu perfil e monetização.
Troca-se princípios e valores pelo preço: a monetização das redes sociais é o preço de muitos.
Essa omissão é cúmplice. Tiago 4:17 é claro: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Ao ignorar a viúva do cárcere (como no caso Clezão) e o órfão de pais vivos (filhos de presos políticos), a Igreja brasileira falha em sua missão profética.
O Medo do Rótulo e o “Nojo Estético”
Muitos pastores, líderes e fiéis recusam-se a levantar a voz contra as atrocidades jurídicas do STF e do Ministro Alexandre de Moraes por um motivo mesquinho: vaidade. Eles têm pavor de serem rotulados de “Bolsonaristas” ou “apoiadores de Jair Messias Bolsonaro”.
Para esses, a estética política vale mais que a ética bíblica. Eles sofrem de um “nojo estético” do conservadorismo popular. Preferem ver o irmão sofrer na masmorra a serem confundidos com a “direita”. Entendam: Não defender a viúva, o órfão e o preso político porque você não gosta do líder político deles não é santidade; é soberba. É olhar para o homem caído na estrada de Jericó e dizer: “Não vou ajudar, pois podem achar que sou samaritano também”. Atualizando: “Não vou ajudar, pois podem achar que sou BOLSONARISTA também”.
Não basta orar no secreto; é preciso agir no público. A injustiça prospera quando os justos se calam. Se você é cristão, pastor ou líder, e se cala diante da tirania do Judiciário porque “não é com você”, lembre-se de Dietrich Bonhoeffer, o pastor enforcado pelos nazistas: “O silêncio diante do mal é, em si, o mal.”
O Ódio Revolucionário vs. A Justiça do Reino
O movimento que clama “Sem Anistia” e aplaude o sofrimento das famílias bolsonaristas é movido pelo espírito do Anticristo (não, não estou sacralizando ou espiritualizado o movimento “bolsonarista” mas expondo que o ódio e o pedido de eliminação de um povo pelo que pensa é demoníaco). Como citaram Lenin e Che Guevara, o ódio é o combustível da revolução. Eles desumanizam o adversário para justificar sua eliminação.
Nós, cristãos, não podemos concordar com isso. O Deus que ordena em Provérbios 31:8-9: “Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição”, é o mesmo que nos julgará por nossa apatia.
A crueldade de bloquear contas de esposas (Heloísa Bolsonaro, Rebeca Ramagem) e tirar o pão da boca de crianças (violação de Tiago 1:27) é um clamor que sobe aos céus. Alexandre de Moraes pode ter a caneta, mas Deus tem o Trono. E diante desse Trono, não haverá “foro privilegiado”.
A Cegueira dos “Cristãos Progressistas”
Do outro lado, temos os ditos “cristãos progressistas”, mergulhados no lamaçal da ideologia anticristã de esquerda. Esses não são omissos; são militantes do erro. Eles sequestraram o vocabulário da graça para justificar o pecado e a tirania. Ao apoiarem a agenda que persegue a Igreja e a família, tornam-se inimigos da Cruz, desumanizando o conservador e o bolsonarista como se fossem um vírus a ser extirpado, incorrendo no mesmo erro histórico de demonizar o oponente para justificar seu extermínio.
3. A Seletividade Macabra: Charlie Kirk vs. O Bandido
A hipocrisia atingiu seu ápice trágico recentemente. Em 10 de setembro de 2025, o mundo cristão conservador chorou o terrível assassinato do irmão Charlie Kirk em Orem, Utah (EUA). Um jovem apologeta, morto por defender a verdade. E qual foi a reação de uma parte da liderança evangélica brasileira “isenta”? Silêncio. Notas de rodapé. Indiferença.
Contudo, quando um traficante armado decide enfrentar a polícia no morro e é abatido em confronto, esses mesmos “isentos” e “progressistas” inundam as redes sociais com textões sobre “amor”, “compaixão” e “direitos humanos”. Que amor é esse? Isso não é imparcialidade. Isso é a escolha de um lado. É a escolha da agenda revolucionária. Ao chorar pelo criminoso violento e ignorar o martírio de um irmão em Cristo ou o sofrimento de uma avó presa no 8 de janeiro, você está dizendo ao mundo que sua ideologia vale mais que o Sangue do Cordeiro. Você desqualifica o bolsonarista como “não-pessoa”, negando-lhe a dignidade que Cristo comprou na cruz.
4. O Juiz da EBD e a Cumplicidade de Toga
Talvez a figura mais triste deste cenário seja a do magistrado “terrivelmente evangélico”. Refiro-me àqueles que ocupam cadeiras na Alta Corte, que têm a mesma autoridade, trabalham no mesmo plenário, mas se calam. Juízes e Ministros que, aos domingos, postam fotos dando aulas de Escola Bíblica Dominical (EBD) em suas igrejas, falando sobre a justiça de Salomão ou a coragem de Daniel, mas que, de segunda a sexta, sentam-se ao lado do Inquisidor e consentem com a barbárie.
Eu pergunto a Vossa Excelência, irmão em Cristo: Assistir à injustiça calado é bíblico? Saber da crueldade contra famílias, ver o mal acontecendo a centímetros de sua cadeira e ignorar para manter a “boa convivência” no tribunal… É isso que Cristo faria? Nós, os “pequenos Cristos”, devemos imitar o Mestre.
Jesus Cristo bateria palmas para Alexandre de Moraes?
Jesus, que confrontou os fariseus e chamou Herodes de raposa, ficaria polidamente sentado ouvindo discursos que rasgam a Constituição e a piedade, sorrindo para a foto oficial?
O Jesus que chicoteou os vendilhões do Templo, que defendeu a mulher adúltera do apedrejamento legalista… Esse Jesus bateria palmas para um ministro que prendeu Cleriston Pereira da Cunha e ignorou os laudos médicos até sua morte? Jesus sorriria para um sistema que bloqueia a conta bancária de uma mãe para atingir o marido, deixando filhos sem o pão?
Se a sua resposta é “não”, então o seu silêncio é uma traição. Quem se cala diante da barbárie, torna-se sócio dela. Que a Igreja brasileira desperte antes que não reste ninguém para falar por ela.
A Imparcialidade é uma Mentira
Não existe vácuo moral. Se você vê a balança enganosa, se você vê o inocente (ou o culpado punido com desproporção) sendo esmagado e não se manifesta, você não é “neutro”. Você é o alicerce silencioso sobre o qual a tirania se apoia. Eu já fui muito criticado por Bolsonaristas, principalmente na época da pandemia em que discordei publicamente (via redes sociais) do seu líder máximo. Amigos deixaram de me seguir nas redes sociais, fui chamado de comunista… mas ainda assim, os meus princípios e valores norteados pela Bíblia Sagrada me impulsionar a manifestar-me contra a injustiça desavergonhada, ao sol do meio dia, as claras e festejada com micaretas.
Tanto o Bolsonarista quanto o Petista carecem da misericórdia e graça de Deus para a Salvação. Mas, no plano terreno da Justiça, há hoje um lado sendo caçado e um lado caçando. Se o seu “amor ao próximo” só se manifesta quando o “próximo” vota como você ou tem a estética que você aprova, seu amor é carnal, político e podre.
Que a Igreja se arrependa dessa isenção maldita. Que paremos de lavar as mãos na bacia de Pilatos achando que estamos nos batizando nas águas do Espírito. Quem se cala diante do mal, torna-se sócio dele.
Meu manifesto é para dizer: NÃO APLAUDO. NÃO SOU SÓCIO DO MAL.
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Referências Bibliográficas
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Graduado em Segurança Pública e pós-graduado em Direito Constitucional, Direito Penal e Processo Penal. Também é seminarista no Seminário Batista do Sul.
